Entrevista com o professor de inglês: Luiz Otávio Barros

Esta semana nós fizemos uma entrevista com o professor de inglês brasileiro Luiz Otávio Barros. O primeiro contato entre a Kaplan e Luiz Otávio foi entre conversas sobre os resultados de nossa pesquisa Como Ensinar Inglês. Além de ser professor da CELTA e escritor, ele tem um blog com dicas de inglês, o que está entre os mais famosos do brasil. Luis tem lutado pela inovação e melhor qualidade no ensino do idioma desde 1990. Você pode descobrir mais em seu blog.

Professor Luiz

O que te levou a escolher a profissão de professor de inglês?

Eu acredito, que inicilamente, foi o meu amor pela língua, meu desejo de continuar aprendendo mesmo depois da “conclusão” dos meus estudos em 1989 e talvez eu tenha nascido com um talento natural para ouvir, fazer as pessoas se sentirem à vontade e explicar coisas. Então todos os ingredients estavam ali.

Mas, após um ano ou dois, eu percebi que ser professor não ía ser apenas um trabalho para me ajudar a pagar as contas no final do mês mas tornou- se uma carreira para toda a vida. Uma carreira que, em retrospectiva, me ajudou a ser quem eu sou hoje mais do que eu poderia ter imaginado. Uma carreira que eu jamais me arrependi de ter escolhido.

Como você descreveria seu estilo de ensino?

Eu tento evitar os muitos em minhas aulas: muita explicação, muito elogio, usar muito o livro, falar muito, muito teatro ou muita suposição (por exemplo que os alunos estão interessados em minhas histórias pessoais).  Fora isso, eu tento experimentar o máximo de técnicas de ensino possível, contanto que faça sentido para mim. Portanto, "seletivamente eclético" é provavelmente o melhor termo.

Professor Luiz

Quais conhecimentos culturais você aprende sendo professor de inglês?

Eu nunca ensinei Inglês fora do Brasil, então eu não sou a melhor pessoa para falar sobre prós e contras de uma sala de aula multi-cultural. Mas eu estou co-escrevendo uma série de livros didáticos para toda a América do Sul, o que significa que eu estou começando a aprender a olhar além das minhas próprias fronteiras geográficas. Mas de uma maneira ou de outra, eu não acho que os professores de inglês deveriam deixar as diferenças culturais prevalecerem. Certamente há experiências, conceitos e emoções que os estudantes de todas as nacionalidades, idades e origens podem se relacionar.

Você já experimentou dificuldades culturais no ensino ?

Não, mas eu experimentei uma mudança lenta, mas perceptível nos perfis dos alunos. Adolescentes de classe média e pré-adolescentes estão tão expostos ao Inglês fora da sala de aula (via Internet, música, TV a cabo) que eles estão começando a desenvolver uma relação mais natural, menos acadêmica com a linguagem.

O que você pensa sobre o futuro do ensino do idioma?

Eu acho que os próximos dez anos vamos testemunhar a proliferação de publicações locais (em vez de globais) e o mesmo acontecerá com os programas de formação de professores. Os professores e formuladores de políticas em todo o mundo vão perceber que não há nenhuma razão para que os alunos  do México, por exemplo devam usar os mesmos livros que os chineses.

Assim, enquanto o Reino Unido e os EUA, sem dúvida, continuaram sendo sinônimo de excelência acadêmica, eu não acho que eles vão continuar a ser a única tendência no ensino do idioma. Em parte por causa desta descentralização.

Qual super-herói você seria?

Buzz Lightyear do Toy Story.

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Obrigada ao Luiz pelo seu tempo em dar a entrevista. Você tem algum comentário sobre as idéias de Luiz? Se sim, deixe um comentário abaixo!

Luiz participou recentemente em nossa pesquisa: Como ensinar Inglês. Kaplan entrevistou mais de 500 professores de ESL de todo o mundo e perguntou quais são as ferramentas que eles usam para melhorar suas aulas. Você pode encontrar os resultados em Inglês aqui e em Português aqui.

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